3 de novembro de 2011

Crítica: Um Homem Chamado Cavalo

A Man Called Horse

(Um Homem Chamado Cavalo)

Direção: Elliot Silverstein

Roteiro: Jack DeWitte

Produção: Frank Brill e Sandy Howard

Ano: 1970

Elenco: Richard Harris, Judith Anderson, Jean Gascon...

Duração: 114 minutos

Tradicional clássico do western apresenta a adaptação de um nobre inglês em uma tribo indígena, demonstrando sua vasta cultura.

Análise: Um Homem Chamado Cavalo, do diretor Elliot Silverstein, é um conhecido western norte-americano realizado no ano de 1970 e baseado no conto homônimo presente no livro Indian Country, de Dorothy M. Johnson, escrito em 1968.

O filme possui duas continuações com o próprio Richard Harris no papel principal, do aristocrata inglês John Morgan. São elas: O Retorno do Homem Chamado Cavalo (1976), dirigido por Irvin Kershner, e O Triunfo de Um Homem Chamado Cavalo (1983), dirigido por John Hough. Ambos os filme não obtiveram tanto sucesso quanto o primeiro da série.

Como era habitual para os filmes do gênero do faroeste realizados nos Estados Unidos, as histórias normalmente se baseavam em contos. Sendo assim, por aqui temos a famosa adaptação através das mãos do roteirista Jack DeWitte, convertendo a estória no papel de Dorothy M. Johnson – o mesmo de O Homem que Matou o Facínora e Árvore dos Enforcados – para as telonas.

John Morgan (Richard Harris), um aristocrata inglês de bons modos, é capturado pelos Sioux, um grupo de nativos americanos. Inicialmente, John é torturado e tratado como um animal, mas logo ele passa a respeitar a tribo que o capturou e conhece Batise (Jean Gascon), um cativo que finge ser maluco e ajuda Morgan a compreender a tribo. Entretanto, ao perceber que não iria conseguir a liberdade, ele tenta alavancar sua vida no local, sendo um índio cada vez mais poderoso. Após escalpelar dois inimigos, John realmente vira um guerreiro e seu nome passa a ser “Cavalo”.

Por último, John consegue arrumar um grande amor na tribo, mas antes de se casar com tal pessoa, ele ainda precisa passar por um doloroso ritual.

Apesar de não contar com um elenco conhecido e nem tão conveniente, a presença de um bom ator faz uma grande diferença: falo de Richard Harris, conhecido principalmente por fazer Albus Dumbledore nos dois primeiros filmes da saga Harry Potter. Em Um Homem Chamado Cavalo, ele adentra a pele de um inglês raptado por índios, sendo um papel difícil e marcante para a carreira, visto que o personagem precisa lidar com as diferenças e dar uma grande reviravolta em sua vida para se tornar um reconhecido índio da tribo Sioux.

A película ainda conta com uma razoável direção de Elliot Silverstein e uma boa trilha sonora com instrumentos peculiares dos índios. Sem dúvida, o auge de todo o trabalho é a empolgante história e o diferente ponto de vista gerado pelo filme.

Concluindo, o filme mostra de uma forma incrível e tão real a cultura da tribo Sioux: como eles atacavam os homens brancos, como os tratavam quando capturados, os costumes e os famosos rituais (como o da Dança do Sol, que não é uma simples dança e sim algo muito pungente). Assim, o idioma indígena é muito bem explorado, sendo que Batise tem um papel fundamental: ele quem interliga John Morgan com a tribo Sioux e com os telespectadores, já que sem Batise o filme teria apenas algumas falas perdidas de Morgan e dos indígenas.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

Um comentário:

  1. lembra as aventuras do "pequeno Sheriff",q tanto admiro,já fiz uma referencia em um trabalho meu,cito ese filme como o primeiro a lembrar de Kit," o Pequeno Sheriff" ,que é arrastado pelos índios da mesma maneira que Richard Harris

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